terça-feira, 11 de maio de 2010
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
LAMOR
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
MINHAS SAUDADES
domingo, 16 de agosto de 2009
AZUL E BRANCO
Ave, menino!Que entre as ruas
E os automóveis
Existem as suas
Experiências
De sonhar.
Corra, menino!
Que dentre os números
E os sinais
Tornam-se fúnebros
E passados
O todo dia.
Não chore, menino!
Que entre saudade
E a mudança
Fica a verdade
Presente
No pensamento.
Força, grande menino!
Que dentre a luta
E a conquista
Marca a escuta
Na alagoas
Um barquinho azul e branco.
(Camila de Magalhães)
quarta-feira, 29 de julho de 2009
VO(MIM)CÊ
De todas as causas grandes pelas quais lutei nada é tão sutil e ao paradoxo, complexo. O sol não aquece o romantismo dessa hora, mas seca as lágrimas de alegria e dor que afloram do meu ser. Esse já se viu achado em outro, perdido no asfalto da sua estrada. E nela persiste a presença que floresce os cactos dos meus pés, assim me entrego a minha solidão acompanhada de calor. Não há povos, palavras ou citações que o define. Há o que(m) o critique e o que o eleve. Na verdade nada é tão concreto e nem puro, o vermelho dos meus dedos já o manchou de sabor. Os dizeres do afora não refratam o interno. Só o arrepio desenha o portanto, só o íris traz o encanto do meu querer. É por isso que sofrer vira poesia no construir da nossa moradia de amor.(Camila de Magalhães)
terça-feira, 28 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
DESCOMPASSO
segunda-feira, 6 de julho de 2009
ESTILLAÇOS
A chuva seca corta a minha janela de espelhos. Seus anti-reflexos fixam no nada que os meus dias produziram. Não sei bem ao certo a questão dessas idéias fixas que caíram por entre os becos que eu passei. Só sei que nelas vão embora pedaços de mim, pedaços afins que eu projetei em sonhos quebrados de felicidade. Penso que a infância é carta fora da minha vida e que a ilusões só são versos que ainda caem, caem como chuvas de vapor.(Camila de Magalhães)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
PÔR-DOS-SEUS
terça-feira, 30 de junho de 2009
TODOS OS GESTOS

(Camila de Magalhães)
quinta-feira, 25 de junho de 2009
E(N)STRADA
EXCRE(SCI)MENTOS
Do ontem arrasto correntes do que ainda habita em mim. São fatos pesados que ferem meus braços de tinta vinho preto. Esses mancham as minhas idéias já formadas de crescimento por uma busca de paz e guerra onde encontraria o desejo. No meu nirvana não a um fim de tempos contando em livros, mas um momento onde eu possa viver sem vegetar na minha poesia morta.(Camila de Magalhães)
terça-feira, 5 de maio de 2009
ASFALTO
domingo, 19 de abril de 2009
CÁPSULA

Deste pouco mundo
Que define não te pertence.
És mais quase infinito
De quem vive telepoetia
A que te define.
Não cabes nas linhas
Deste papel luz
Que não te absorve.
É mais todo entrelado
De quem reflete imagem
A que te limita.
Não cabes no sono-ro
Desta música calada
Que não te ritmida.
És mais voz vibração
De quem corda sabor
A que te encanta.
Não cabes no passado
Deste futuro desejo
Que não te (a)presenta.
És viva de agora
Mas lida na pequenez
De crescer mulher.
(Camila de Magalhães)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
ESTRAVIADA

sábado, 22 de novembro de 2008
Tu-rismo Vertical
Tu pisavas em astros da janela
Em surreal busca do infinito.
Tu andavas cortando os cacos de vidro
Por um final desenhado de amarela.
O reluz que exploravas com ela
Tu congelavas em fatos e mitos.
Enquanto passava o tempo restrito
Em que desejavas o sabor de canela.
Tu pisavas em astros da janela:
No infinito de vidro;
Restrito de mitos;
Em busca da estrada onde sela.
Camila de Magalhães
Foto: Caio Amorim
sábado, 1 de novembro de 2008
NaturMesa
Natureza
[Ver(de)melhada]
Descolore o mundo
[Vivo-Morto]
Ao seu redor.
[(Des)entegrada]
Transformando o tudo
[Preto-Branco]
Em um só.
Altereza
[(Deus)entegrada]
Industrializa o espaço
[Rubro-Preto]
Fusão em nó.
Nadareza
[(Des)figurada]
Vazializa o mundo
[Morto-Vivo]
Vácuo dó.
Camila de Magalhães
Foto: Caio Amorim
Contra(o)tempo

Mundo
Imundo de nós,
Trabalhadores de vida,
Metabolizamos o agora.
Agora
A hora dos sóis,
Fatos de conquistas,
Queimados no tempo.
Tempo
Vento do rosto,
Sentido da pele,
Toque do infinito.
Infinito
Mito de homem,
Aliviador,
Eternidade de vida.
Vida
Corrida passagem de nós,
Trabalhadores abstratos,
Buscamos um lugar ao sol.
Camila de Magalhães
Foto: Caio Amorim
Futuro do Pretérito
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Olhos Castanhos
Os olhos daquela mulher eram ternos, a mais sutil alegria que existia em um olhar feminino e materno. Seus olhos castanhos eram muito mais que entradas, e sim saídas de toda pureza de um ser. Sua íris, um arco-íris de cor refletido no espelho de uma vida de conquistas. Antes de ontem tudo era primavera em pleno inverno. Mas um feixe vermelho cortou sua ilusão. Muito mais que luz, a personalidade caqui quebrou sua imagem com cheiro de vodcka. A própria vermelha que recebia seus melhores sorrisos olhados. Ela virou assassina e matou toda a fantasia que havia naquele olhar feminino. Esse que hoje é vazio, a mais dureza de quem perdeu o sentido de acreditar. Os olhos castanhos mais bonitos que um dia destruí.
Camila de Magalhães






