O vento varrevadios versos seus
Para cantadas casa
carregadas de cada meus.
Onde salas secretas,
silenciosas e sinceras, breu
Há eras erradas
existência encantada, eu.
Camila de Magalhães
Sobre a indiferença alcoólica
Insiste em deitar-se
Sobre o verso vadio.
Desmetrificado, branco, frio
Sem respeito, nem pudor.
A poesia mulher grita
A sensação de prazer amarga
Que reveste a realidade,
Metrifica e rima rica
Ao soneto de amor.
Mas os dois entrelaçados
Amam a cama papel-madeira
Por um fato sem sentido.
Algo vácuo de momento
Que uniu todo o espaço
Pelo tempo de escritor.
Camila de Magalhães e Pedaço de Rafael João
Ao sentir o cheiro forte

Unhas vermelhas